Por Alda Inacio
Antisemita e antisionista, palavras malditas.
Texto publicado no Diário da Manhã de Goiásem 29/04/2009 - página 15
O encontro contra o racismo recentemente ocorrido em Genebra mostrou a demagógica face das governanças mundiais, mostrou o desencontro e desencanto de políticas globalistas, contraditórias, onde as palavras "românticas" destas declarações contra o racismo se chocam contra as ações malfeitas de outrora.
O Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad é um homem corajoso, inteligente e o mundo precisa de homens como ele, tentou explicar o lado racista do dito sionismo, mas os representantes da Europa levantaram-se e sairam. E isto por acaso mostra respeito e união contra o racismo? Ou esta debandada é uma prova concreta de racismo e intolerância destes mesmos representantes das mesmas Nações que lutam contra o racismo? E outros países que boicotaram o encontro porque o texto resultante do anterior encontro não os satisfazia? Como organizar um tratado contra o racismo sem união?
Longe de achar que o Presidente do Irã seja um santo e mesmo sem apoiar sua política de armamento, e nem de longe me passa a idéia de acusar Israel, digo o que tem que ser dito: o sionismo foi a maior expressão de racismo da história da humanidade. E porque os governantes não querem ouvir ninguém dizer isto? Porque logo após a II Guerra, quando Inglaterra e Estados Unidos, apoiados pelo "resto do mundo", prepararam o bendito sionismo, criando o novo Estado de Israel, eles se lixaram para com o povo Palestino que lá vivia. Meteram os Judeus no meio de um fogo cruzado, sem delimitar as terras, ignorando a presença humana ali existente. Hoje estes mesmos países representados pelos Governantes atuais não querem ouvir na cara o erro do passado.
Que fique claro: minhas palavras aqui não refletem antisionismo, nem antisemitismo, porque penso que todos os povos devem ter uma pátria, mas que se façam regras e organização para tal e não foi feito. Ainda digo mais: para que o sionismo seja de aprovação unânime no mundo é necessário que o Governo de Israel aceite os Palestinos de igual para igual, aceite as diferenças religiosas e organize-se como país, onde o povo possa expressar-se com liberdade.
O Presidente do Irã tinha o direito de dizer o que disse sobre o governo racista implantado em Israel, porque após a II Guerra Israel passou a ser a menina dos olhos do mundo, formando ali um governo racista, um ? apartheid ? descarado diante do mundo que olha conivente. Ai de quem falar uma vírgula contra Israel, é mediatamente desqualificado por palavras malditas: antisemita e antisionista
Hoje as guerras existentes na Faixa de Gaza, a guerra entre Palestinos e Judeus é culpa de quem engendrou mal o sionismo depois da "Shoah", governantes que agora viram as costas para não serem acusados. Qual a condenação de Israel em tudo isto? Não é culpa de Israel este sionismo mal engendrado, a culpa está em não fazer o mínimo esforço para unificar as crenças em torno de um bem comum.